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O cara que levou a guitarra do Billie Joe

Quem foi a show do Green Day no Rio de Janeiro, presenciou uma cena que vem sendo comum em todos os concertos da banda, mas que mesmo não sendo inédita, causou espanto e euforia no público presente.
Antes de começar a tocar “Longview”, Billie Joe convidou um fã para cantar com ele e no final presenteou o sortudo com uma guitarra. Ao descer do palco, Gil Brasileiro foi abordado pela editora do Portal Revoluta, que pegou seu e-mail e fez uma entrevista express com ele.

Por Deise Santos

Qual o nome, idade e de onde é o sortudo da noite?
Gil Brasileiro Fernandes, 30 anos, morador do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Quando começou a curtir Green Day?
Conheci o Green Day somente em 95. Um amigo me emprestou o “Dookie” e, logo após ouvir pela primeira vez, fiquei alucinado. Gostava de todas as músicas, sem exceção. Não conseguia parar de escutar, e todo o dia a fita estava rolando no meu walkman (sim, walkman, estávamos em 95). Depois disso, fui atrás de tudo da banda…. Comprei os dois primeiros CDs, “1039/Smoothed Slappy Hours” e “Kerplunk!”, da época da Lookout! Records, e o “Insomniac”, que foi lançado em 95. Fiquei tão fã que, em 96, criei um site dedicado ao Green Day na internet. Ele se chamava Green Day Brasil e, através deste site, conheci vários outros fãs que tenho contato até hoje. Este site era a referência sobre Green Day no Brasil e durou até 2001, quando, devido aos estudos, não pude mais atualizá-lo com frequência e resolvi encerrá-lo. Em 98, fui ao show do Green Day no antigo Metropolitan no Rio e, como vários outros fãs “old school”, estava aguardando pela volta da banda ao Brasil por 12 anos.

Qual o álbum deles que mais gosta ?
É muito difícil escolher apenas um mas, pela relevância em minha vida, o “Dookie”.

Qual a sensação de ter a guitarra do Billie Joe em casa?
Pra ser sincero, a maior emoção não é ter a guitarra em casa. Foi ter subido ao palco, cantado e tocado ao lado deles. Isso eu nunca vou esquecer! Claro que a guitarra, que vai ser pendurada na minha parede, será sempre uma recordação de tudo que aconteceu.

Pelo que vi no twitter você foi em outros shows deles, queria que descrevesse e apontasse as diferenças entre os shows:
Logo que eu soube que o Green Day viria ao Brasil, como todo fã que se preze, me preparei pra ir a todos os shows. No entanto, deixei Brasília de fora e comprei os ingressos para as outras 3 cidades. Em Porto Alegre o show foi muito bom também, como todo show do Green Day. Não faltou animação por parte da banda e da platéia. Em relação ao set list, em Porto Alegre eles tocaram “Going to Pasalacqua” e no Rio substituiram por “Paper Lanterns”. Achei também que o Billie Joe estava um pouquinho mais animado no Rio do que em Porto Alegre, pois chegou a jogar uma guitarra no chão e tirar a camisa. Outra diferença significativa foi a minha participação, é claro (risos).

Numa resenha foi dito que as pessoas que subiram no palco foram pré-selecionadas, inclusive você, o que você tem a dizer sobre isso?
Duvido muito que isso tenha ocorrido com as outras pessoas mas, em relação à minha escolha, posso afirmar que não aconteceu. No meu caso, foi um misto de preparação e sorte. Eu levei um cartaz pro show, pedindo pra cantar com o Billie Joe, pois sabia que ele sempre chama alguém pra cantar “Longview” e eu queria ser esta pessoa. Este cartaz levou duas horas pra ser feito e teve a colaboração da minha namorada e amigos. Por diversas vezes eu levantei o cartaz, mas nunca tive a sensação que ele tinha visto. No final de “Jaded”, música que antecede “Longview” nos shows, fui o máximo que consegui pra frente do palco. Quando ele chamou a menina, fiquei desapontado. Mas quando ela mandou mal e ele disse que precisava de outra pessoa, levantei o cartaz o mais alto que pude e gritei. Neste momento, ele viu e me chamou. Eu não acreditava, mas sai empurrando todo mundo pra poder chegar logo ao palco (risos).

Deise Santos

Carioca, jornalista, produtora cultural, baixista e guia de turismo.
Deise Santos é apaixonada por música – principalmente rock e suas vertentes -, literatura, fotografia, cinema, além de colecionadora – contida – de vinis.
Pé no chão e cabeça nas nuvens definem a inquietude de quem está sempre querendo viajar, conhecer pessoas e culturas diferentes.
Idealizadora do Revoluta desde seus ensaios com zines, blogs e informativos, a jornalista tem como característica a persistência em projetos que resolve abraçar.

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