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Três Asteroides “atacam” o punk com rockabilly!

Os Asteroides Trio estão lançando o CD: “Punkabilly – Um Tributo Rockabilly ao Punk Nacional”. A banda, vinda da cidade de Arujá (SP), gravou algumas canções que marcaram época e fizeram história no punk rock brazuca em versões rockabilly! Um feito muito original e com ótimo resultado! A seguir uma conversa com Leandro Franco, vocalista e baterista da banda que conta tudo a respeito:

Por: Márcio Carlos

Quando foi que surgiu a ideia de um tributo rockabilly ao punk rock nacional?
Desde o início da banda já tocávamos em nossos shows versões de clássicos do punk com a cara da banda. Em conversa com o amigo Cleiner Micceno resolvemos transformar isso num CD, que foi gravado totalmente de forma independente. O Cleiner assina a produção do CD junto com o Joe Marshall (Bad Luck Gamblers/Joe and the Wet Rags).

E a escolha das músicas e bandas, de que forma foi feita?
A escolha das bandas e músicas foi bem pessoal. Bandas que escutamos desde a adolescência e que sempre foram inspiração para a banda. Tivemos também a preocupação de escolher bandas de vários estados do Brasil.

Em algumas canções escolhidas tiveram até a participação de integrantes das bandas originais. Foi fácil o contato em esse pessoal?
Esta foi a melhor parte do projeto. Conhecer os caras e ouvir todas as histórias do início do movimento punk no Brasil. São pessoas super humildes e atenciosas e adoraram a ideia de participar do disco. O Ronaldo e o Luiz Abbondanza são ótimos guitarristas e deram um tempero especial no projeto. Ariel, com muita personalidade, gravou “Direito a Preguiça” e cantou comigo a música “Medo” do Cólera. O Carlos Finho cantou “Grandola Vila Morena”, gravou uma poesia do seu livro “Poemas de Combate”, além de fazer backing vocals na música “Pátria Amada”. Além disso, conversamos com o pessoal do Detrito Federal de Brasília e com pessoal dos Replicantes que aprovaram as versões.

Chegaram a convidar alguém que por algum motivo acabou não comparecendo às gravações do disco?
Na real, não conseguimos contato com o pessoal dos Garotos Podres. O Val e o Pierre do Cólera não puderam participar por conta de compromissos e agenda de shows.

E como está sendo a repercussão do CD entre a galera que acompanha o trabalho de vocês?
As pessoas estão adorando… No entanto, estamos iniciando a divulgação. O mais gratificante foi receber elogios do pessoal das bandas punks homenageadas. Tornamo-nos até mesmo amigos dos caras.

Lá fora sabemos que existem projetos parecidos – com tributos feitos por bandas rockabillies aos Ramones e The Clash – por exemplo. Mas no Brasil isso provavelmente era inédito até então…
Sim, no Brasil um dos poucos registros que conheço foi uma versão de “Beber até Morrer”, do Ratos de Porão, feita pelos Hillbilly Rawhide, que por sinal ficou muito boa. Um tributo da gringa que eu gosto muito é o do Clash.

E como foi trabalhar com o produtor Joe Marshall, que também é um conceituado músico na cena rockabilly nacional?
Foi sensacional. Além de amigo, somos grandes admiradores do trabalho dele. Ele foi fundamental na produção do disco junto com o Cleiner Micceno. Como estávamos num período de transição do baixo elétrico para o acústico, era o pessoal ideal para gravar o tributo. Posso dizer que aprendemos muita coisa com ele em relação à técnica e sonoridade.

Os shows e set list atuais da banda são basicamente feitos com o repertório dos covers presente no disco ou estão tocando também sons próprios?
Sim. Tocamos sempre nossas músicas. Para quem quiser conhecer tem muita coisa na net. Inclusive na página do FB da banda (www.facebook.com/asteroidestrio). Muitas vezes também incluímos algum cover de rock’n’roll dos anos 50, do qual gostamos muito.

O CD foi lançado em parceria entre banda e outros apoios, correto?
Temos o apoio de um selo de EBM de Fortaleza chamado Schatten Projekt – NetLabel que está nos ajudando na divulgação. No entanto, estamos finalizando um vídeo clipe para iniciar com força a divulgação oficial.

E como anda a cena rockabilly/psychobilly brasileira no momento? Que bandas podem citar que estão fazendo um bom trabalho também?
A cena está em plena efervescência. Muitos festivais rolando: o tradicional “Psycho Carnival” e o “Big River” ambos no Sul, o “Psycho Attack” e o “SP Scums” em SP.
Em relação às bandas, tenho medo de cometer algumas injustiça, porque tem muita gente boa fazendo um som. Vou citar algumas bandas de SP que estão na atividade: The Krents, Degolados, Diabillys, Bad Motors, The Porres, Joe and the wet rags, Skizoyds, Nishime and the Big City Rockers, Ignição, Cherry Rat & Os Gatunos, Reverend Frankstein, Henry Paul Trio, Grilos Barulhentos, etc.

Vocês estão na ativa desde 2006 atuando de forma independente. Que aspectos positivos e negativos notaram nesse período em relação à cena nacional?
Com o Asteroides estamos na ativa desde 2006. Antes disso, tivemos algumas bandas de punk rock, entre elas The Grumpys, Faces da Miséria, Capitão Fuck e Asterix.
O aspecto positivo é o da amizade que você faz no decorrer desta caminhada. As maiores dificuldades são financeiras mesmo, mas vejo um futuro bom para todos. As pessoas não estão aguentando mais a enxurrada de música ruim no rock nacional.

E shows fora de Arujá e São Paulo, estão rolando bem pra vocês no momento?
Tocamos bastante fora da capital, principalmente no interior de SP onde temos grandes amigos e bandas que curtem o nosso som. Em Sorocaba, por exemplo, tem o pessoal do Bad Motors e os Diabillys. Já tocamos em alguns festivais em outros estados também, tais como “Psycho Fest” (Curitiba), “BH Rumble” (MG) e em São Paulo (capital) tocamos várias vezes no “SP Scums” organizado pelo KZ, que é baterista da banda Os Degolados.

E os planos para o futuro? Talvez um disco com canções próprias?
Nossos planos são de nunca parar de tocar. Pois tocamos em banda desde a década de 90. A ideia é lançar futuramente um disco com músicas próprias. Temos uma demo gravada em 2006 no estúdio do W-Jay do grupo de rap SNJ, que teve ótima repercussão na época. Aliás, incluímos algumas destas músicas como faixas bônus no CD Punkabilly, entre elas, “Nancy, vamos para casa”, “Twist Vodu” e “Cérebro Atrofiado”.
Existe um clipe de animação feito por mim mesmo da música “Twist Vodu”.
Assista aqui!

Deixe um recado pra quem quer conhecer melhor o trabalho dos Asteroides Trio ou simplesmente entrar em contato com vocês…
Em primeiro lugar, muito obrigado pela oportunidade.
Curtam a página do Asteroideis no FB: www.facebook.com/asteroidestrio
Acessem o site: www.asteroidestrio.com.br

Para adquirir o CD PUNKABILLY: francoleandro@hotmail.com

Compareçam aos shows das bandas nacionais do meio underground e sigam os Asteroides!

 

 

Deise Santos

Carioca, jornalista, produtora cultural, baixista e guia de turismo.
Deise Santos é apaixonada por música – principalmente rock e suas vertentes -, literatura, fotografia, cinema, além de colecionadora – contida – de vinis.
Pé no chão e cabeça nas nuvens definem a inquietude de quem está sempre querendo viajar, conhecer pessoas e culturas diferentes.
Idealizadora do Revoluta desde seus ensaios com zines, blogs e informativos, a jornalista tem como característica a persistência em projetos que resolve abraçar.

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