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Sick Sick Sinners ao redor do mundo e com muita energia

E os Sinners começaram o ano – e o primeiro semestre – com força total, como sempre! Ainda divulgando seu último lançamento, o excelente disco ‘’Unfuckinstoppable’’, a banda segue na estrada e em toda parte do planeta que você possa imaginar! Desde o território tupiniquim, América Latina e Norte e é claro o velho continente europeu. ‘’Psychobilly Is All Around’’ como diriam os grandes Catalépticos!! Nessa entrevista exclusiva Vlad, vocal/guitarra, conta mais a respeito disso tudo e como andam as coisas atualmente para os Sinners. Confira!

Por Márcio Carlos

O ano de 2015 começou bem agitado para os Sinners, não é? A divulgação ainda continua forte do álbum mais recente ‘’Unfuckinstoppable’’ – lançado no final do ano passado – shows e festivais por todo país. E também alguns shows bem especiais no exterior programado para breve. Um primeiro semestre intenso!
Realmente, está sendo meio corrido, e agora com o festival nos EUA e a tour na Europa é que realmente vai ser um pouco mais corrido. Ainda estamos divulgando o “Unfuckinstoppable”, nosso segundo álbum, e isso também demanda tempo, contatos etc… Hoje essa divulgação é mais fácil, feita pela internet, mas mesmo assim exige bastante trabalho para conseguir divulgar para o maior número de gente possível. Por causa da quantidade de informação que tem na internet muitas vezes o que você está divulgando não consegue atingir o seu público, por isso é tão massa estar falando com vocês da Revoluta, Alternar e Rockabilly Psychosis que são acho que um dos meios mais importantes da divulgação de bandas do underground.

Obviamente que isso tudo é fruto de muito trabalho e dedicação. E mesmo depois de tanto tempo na estrada e conquistas realizadas o músico sempre consegue encontrar motivações ainda para seguir em frente? De onde vem toda essa inspiração?
Não consigo me imaginar fazendo outra coisa. Vivemos disso, digo esse é o ar que a gente respira, se não estivéssemos fazendo isso provavelmente estaríamos doentes. É isso que mantém a gente vivo. A gente lança o álbum, faz a tour quando dá, e já estamos pensando em festival, tour, música nova, próximo disco, é quase que nem respirar.

E como anda a repercussão do álbum mais recente (lançado no final de 2014) ‘’Unfuckinstoppable’’ tanto aqui como na gringa?
Foi muito massa, alguns blogs fizeram ótimos reviews na gringa, aqui também tivemos uma repercussão boa, mas é isso, ainda estamos divulgando, vamos agora mandar para vários veículos, blogs, como nos velhos tempos do fanzine, a internet é do caralho e tudo mais, mas acho que o esquema de enviar material ainda é muito importante, vivemos hoje num mundo frenético, se a banda te enviou um material ontem, um link, alguma coisa, hoje você já não lembra mais, então é massa ter esse CD palpável para quem escreve resenha e divulga material.


Para você rolou tudo dentro das expectativas nesse novo álbum? E em relação aos materiais lançados anteriormente que evolução deu pra sentir com esse trabalho?

Eu sou suspeito, gosto de tudo que a gente lançou, são discos diferentes, no “Unfuckinstoppable”, tem alguns riffs antigos, coisa do final dos Catalépticos ou começo do Sinners, que usamos nas músicas, aquele riff que fica parado um tempo e uma hora você fala: ” – porra isso é bom!, vamos finalizar isso aqui hehehe” e tem coisa muito recente, que fizemos praticamente gravando o disco. Então de certa forma acho que é um disco que não foge do que a gente é, sempre procuramos evoluir dentro do que fazemos, mas não estamos tentando descobrir a roda, ou mudar muito o nosso som, talvez uma evolução natural mesmo.

E o lançamento novamente ficou a cargo do renomado selo alemão Crazy Love Rec. Trabalhar com eles por tantos anos imagino que seja ótimo para vocês. Tanto no sentido de uma boa distribuição e também exposição do material pelo planeta todo. E também confiabilidade no trabalho dos caras, etc…
Crazy Love é um selo muito foda exatamente por isso, confiamos muito no trabalho do Guido Neuman, além de ser gente finíssima a Crazy Love faz um ótimo trabalho de divulgação e ainda é um dos selos que lança a maioria das bandas de Psychobilly. A Europa vem passando por uma crise fudida, e geralmente o cara deixa de comprar CD ou LP, tem que sobrar dinheiro pra cerveja, e ainda mais com o advento da internet, todo mundo baixa tudo… Quer dizer, para o cara se manter nesse mercado tem que estar esperto. Nesse caso o grande lance foi a volta do vinil.

E junto com o disco tem ainda dois clipes sensacionais de ‘’ We Wanna Drink Some More’’ e ‘’ Wild Party In Hell’’ já rolando. Podem falar um pouco mais a respeito? Produtora, locais escolhidos, músicas, repercussão…
O clipe da “We Wanna Drink Some More”, foi gravado pelo projeto Psycho Circus ligado à Fundação Cultural de Curitiba, 10 bandas de Curitiba entraram no projeto, todas ligadas ao Psycho/rockabilly:
Bem interessante o projeto, e hoje um jeito muito bom de você divulgar teu som é em clipe, não é só a música, você também mostra o que é a banda. A música “We Wanna Drink Some More” é bem isso, quantas vezes você não é o último a sair do bar né? O dono já está de saco cheio, os funcionários querendo dormir e você lá? Só mais uma, a saideira! Hahahaha


‘’Wild Party in Hell’’ a gente acha uma música muito foda no disco, e já tínhamos essa ideia de fazer numa festa mesmo, gravamos numa segunda feira, no 92 Graus a casa mais importante do underground Curitibano. O Nei, baixista do Ovos Presley está fazendo um trabalho fudido em vídeo, resolvemos chamar ele, estamos divulgando agora, acho que pegou bem o espirito da música, festa , bebida…

Todo mundo sabe que além dos Sinners cada integrante tem outras atividades, trabalhos, projetos, bandas… Como é conciliar tudo isso e ainda ter os Sinners também como prioridade e devida atenção? De certa forma sentem que isso dá uma motivação e gás extra quando estão juntos?
Dá um pouco de trabalho, às vezes não podemos fazer alguns shows, temos um pouco menos de tempo para banda, ainda tem a distância, o Emiliano mora em outra cidade, então é mais complicado, mas é bem isso, quando a turma se encontra pra ensaiar, ou para tocar, gravar, vira uma festa, ai já viu, sempre dá um gás pra fazer música nova, acho que é por isso que só falamos de bebida ultimamente hehehehe

Vamos falar dos próximos shows agora. Tem Califórnia em breve, em um mega festival com nomes manjados da música em geral. Como andam as expectativas de vocês? E isso de dividir um festival com estilos variados musicalmente e a chance de atingir um público tão diversificado?
Muito massa, geralmente tocamos em shows e festivais mais voltados para o psycho/rockabilly na Califórnia, esse festival é um pouco mais abrangente, pega Ska, Punk, Hardcore, coisas que a gente ouve também, e na verdade o Sinners não é um “puro” psychobilly, temos uma pegada mais pesada, muito misturado com punk, hardcore então acho que é uma puta oportunidade para mostrar o nosso som para uma galera que pode se identificar com a gente.

E na sequência – e também primeira vez – os Sinners se apresentando na Rússia! Como foram feitos os contatos? A ideia é um show ou possibilidade de mais? E a expectativa de tocar em um país pela primeira vez?
Serão dois shows na Rússia, São Petersburgo e Moscou, os contatos foram feitos na última tour quando estivemos na Finlândia, o promotor foi assistir a gente lá, já conhecíamos ele fazia tempo quando encontramos em Calella, aonde era o Psychobilly Meeting, o pessoal é muito gente fina e ofereceram esses dois shows para nós, acho que a Rússia tem uma história muito particular e estamos no gás de tocar lá, acho que vai ser foda.

Depois os Sinners seguem para a Europa, mais precisamente Espanha e o maior festival Psychobilly da atualidade: ‘’Psychobilly Meeting’’. Line-up sensacional como sempre e dividir o palco com grandes bandas – tanto as novas ou já consagradas. Qual é a sensação de voltar ao Meeting novamente?
Isso, fazemos alguns shows na França e Suíça, um circuito de bares, clubes e squats ainda talvez alguma coisa na Áustria, e aí sim o Psychobilly Meeting, nunca tocamos lá com o Sinners, e acho que vai ser uma coisa diferente, com certeza vamos encontrar muitos amigos, esse festival à beira-mar na Espanha é de outro mundo, na vez que fomos com Os Catalépticos tivemos que deixar o festival no meio, tínhamos que voltar para o Brasil ou outro show, não lembro, mas desta vez acho que vai dar para curtir um pouco mais a festa!

Pretendem registrar todos esses grandes eventos – e quem sabe num futuro próximo – lançar um disco ao vivo ou até um DVD com imagens da banda pelo mundo nos últimos anos?
Hahaha agora que você falou, acho que seria uma boa levar uma câmera, alguma coisa pra documentar isso aí!!

Vale lembrar ainda que a banda antes disso tudo se apresenta em São Paulo. Algumas surpresas previstas no set? E qual o sentimento de retornar a SP novamente?

São Paulo é foda, temos muitos amigos aí, a cena é muito foda, bandas que inspiraram a gente desde sempre, fazem parte da cena ativamente, muitos viram o surgimento do Sinners, estamos preparando um set legal para SP, vai ser o primeiro show com o disco novo, estamos bem felizes de ir para São Paulo e Piracicaba antes do resto da tour.

Valeu, Vlad ! Deixe um recado para a galera que acompanha o trabalho de vocês. E obrigado pela entrevista!
Queria agradecer muito a entrevista, respeitamos demais o trabalho de vocês e todo mundo que vive a cena, e dizer que é isso: Sick Sick Sinners é festa, diversão, daquele jeito meio descontrolado!

 

 

 

 

 

 

Deise Santos

Carioca, jornalista, produtora cultural, baixista e guia de turismo.
Deise Santos é apaixonada por música – principalmente rock e suas vertentes -, literatura, fotografia, cinema, além de colecionadora – contida – de vinis.
Pé no chão e cabeça nas nuvens definem a inquietude de quem está sempre querendo viajar, conhecer pessoas e culturas diferentes.
Idealizadora do Revoluta desde seus ensaios com zines, blogs e informativos, a jornalista tem como característica a persistência em projetos que resolve abraçar.

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