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Crust, hardcore e batida de maracujá: a mistura alemã Killbite

Formada por ex-integrantes das bandas Rasta KnastKommando Kap HoornWardance e Sturzflug, a Killbite surgiu em 2012 e desembarcará no Brasil esta semana para a “Batida de Maracujá Tour”. Ralf Ballo, baterista da banda, bateu um papo com o Revoluta para contar um pouco da história da banda, influências, a expectativa de tocar no Brasil e para explicar porque a turnê tem o nome de uma bebida.

Por Deise Santos

Como e quando a banda começou?
A banda começou em 2012, na Alemanha, com a motivação de tocar hardcore e punk com algumas influências de bandas como Entombed e Sepultura. Em 2013 nós lançamos o primeiro álbum intitulado “Brilliant Hell”, pelo selo alemão Break the Silence Records, mesmo selo que lançou Agrotóxico, Flicts e Ódio Social. E em fevereiro deste ano, nosso novo álbum, “Discrimi-Nation”, foi lançado pelo mesmo selo.

Como os integrantes se encontraram para começar a Killbite?
A banda é formada pelas “cinzas” da banda alemã Kommando Kap Horn. Essa era uma banda punk tipicamente alemã, como Slime, Chaoz e Toxoplasma. Como alguns integrantes queriam tocar sons mais brutais com influência de bandas de hardcore sueca como Wolfbrigade, a formação da banda mudou e com isso surgiu a Killbite, que antes era um quarteto e agora estamos com duas guitarras.

Porque o nome Killbite?
Pensamos bastante sobre o nome da banda e escolhemos esse depois de ver um documentário sobre animais perigosos: alguns animais mordem suas vítimas para matá-las, essa é a ideia por trás deste nome.

Os dois álbuns foram lançados na Alemanha pelo selo Break The Silence Records, há alguma possibilidade de lançá-los por algum selo brasileiro?
Nós estamos trabalhando em um split com nossos amigos da Ódio Social (São Paulo). Se o Jef do selo Redstar Recordings mostrar interesse para lançar este split será muito bom. Nós esperamos que este álbum saia no início do segundo semestre.

Você veio ao Brasil com a Rasta Knast. O que você conhecia sobre o país e o que mais te impactou na sua primeira ao Brasil?
Sim, minha primeira vez no Brasil foi na turnê da Rasta Knast em 2009. Foi maravilhoso para mim. Conheci os caras das bandas Agrotóxico e Flicts e desde então fiquei em contato com eles. Eu organizei três turnês européias para a Agrotóxico.
Sobre o Brasil, o país tem uma grande cena de punk e hardcore, eu pude conhecer muitas pessoas legais.
O que mais me impressionou no Brasil é a divisão entre ricos e pobres. Isso é muito diferente pra gente… A impressão é que quando alguém é pobre em um país como o Brasil, não há perspectiva a não ser, ser criminoso. Na Europa, e mais especificamente na Alemanha você não tem esse tipo de problema. Pra mim foi uma experiência muito importante, ver isso e perceber o quão grandes são os problemas no outro lado do planeta.Também me impressionou muito o tamanho de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. São como o inferno na terra. Eu considero Berlim enorme, mas São Paulo é inacreditável. Eu gostaria de agradecer a pessoas como o Jef e o Pedro (integrantes da Agrotóxico) e seus parentes por eles terem me proporcionado esta experiência.
Na segunda vez, em 2012, eu vim a passeio, fui pela primeira vez no Punk na Páscoa e vi a legendária banda Olho Seco tocar em Curitiba, inesquecível.

Qual a expectativa dos outros integrantes para esta tour no Brasil?
Para os outros integrantes da Killbite será uma experiência realmente importante. Nenhum deles jamais saiu do continente europeu, para eles é tudo completamente novo e eles estão realmente nervosos, porque o voo dura 12 horas. Eles também querem conhecer a cultura brasileira e fazer novos amigos. Nós não temos muito tempo para ficar no Brasil, pois alguns integrantes tem família e filhos.
Eles também estão muito felizes por poder reencontrar o Leandro e os demais caras da Ódio Social, além do Pedro e outros amigos da Agrotóxico.
Eles estão realmente ansiosos para tocar por aí e ver como funciona a cena no Brasil.

Vocês conhecem as bandas com as quais irão tocar no Brasil?
Algumas bandas nós conhecemos, como Ódio Social, Agrotóxico, Armagedom e Cruel Face, porque conhecemos os caras dessas bandas e eles fizeram turnês pela Europa. Mas nós vamos tocar com bandas que não conhecemos os caras e estamos muito ansiosos por isso. Algumas bandas nós nunca vimos nem ouvimos antes e isso será uma grande surpresa pra gente.

Porque o nome da turnê é “Batida de Maracujá”?
Porque eu fiquei apaixonado por essa bebida quando vim pela primeira vez ao Brasil. Eu sentei numa praia em Santos e tomei esta bebida. Esse é um momento que eu nunca vou esquecer.

Ballo, obrigada pela entrevista e o espaço está aberto:
Eu gostaria de agradecer às bandas Cólera, Ratos de Porão, Inocentes, Armagedom, Calibre 12, Nitrominds, Agrotóxico, Ódio Social, Perifeira S/A, Restos de Nada, Tuna, Social Chaos, Bandanos, DFC, Ação Direta, Desastre, Abuso Sonoro, pelas suas músicas e grande inspiração.

 

Para conhecer mais:
Bandcamp
Facebook
Site Oficial

Para saber sobre a tour, clique aqui!

 

 

 

Deise Santos

Carioca, jornalista, produtora cultural, baixista e guia de turismo.
Deise Santos é apaixonada por música – principalmente rock e suas vertentes -, literatura, fotografia, cinema, além de colecionadora – contida – de vinis.
Pé no chão e cabeça nas nuvens definem a inquietude de quem está sempre querendo viajar, conhecer pessoas e culturas diferentes.
Idealizadora do Revoluta desde seus ensaios com zines, blogs e informativos, a jornalista tem como característica a persistência em projetos que resolve abraçar.

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