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Malespero: quase uma década de desesperança com levadas crust/d-beat

Com quase 10 anos de trajetória, a Malespero, banda de crust/d-beat, com pegadas de punk e metal, da cidade de Divinópolis (MG), está prestes à lançar o split com a Nuclear Blood  – também de MG – e sair numa mini-turnê por São Paulo e Minas Gerais, para divulgar este material. Num bate-papo descontraído, Chegado (baterista e vocal) e Fominha (guitarrista), contaram sobre o início da banda, que tem sua história entremeada pelo surgimento do Coletivo Pulso, do qual fazem parte, além de contar um pouco sobre as diversas mudanças na formação e os planos para o futuro.

Por Deise Santos
Fotos por Felipe AOC

Porque montar a Malespero, se vocês já tinham outros projetos?
Fominha: Esse projeto já era uma ideia do Chegado. Eu já tinha outra banda, estava parado e o Chegado perguntou se eu queria tocar. Aceitei, mas eu nem sabia tocar guitarra direito. Eu praticamente aprendi a tocar, para tocar na Malespero. O Felipe já tocava na Declínio Social, o Bem Bem estavam sem banda na época e o Graziano também.
Chegado: Éramos amigos há muito tempo e queríamos fazer um som numa pegada mais crust, algo que tivesse uma proposta sonora diferente das bandas que a galera já estava fazendo, que era um negócio mais punk, hardcore. No conteúdo de letras eu quis abordar coisas mais existencialistas, que eu achava mais interessante, coisas mais melancólicas e tal. Na primeira formação foram 5 pessoas. Fizemos só um ensaio com essa formação. Depois o pessoal começou a sair, porque falar de certas coisas traz um peso muito forte para a vida e pode atrair energias negativas.

Como vocês escolheram o nome da banda?
Chegado: Na verdade no começo a gente pensou numa ideia que era cantar em Esperanto, porque pensamos nessa questão que tem a ver com anarquismo, em romper com fronteiras e com a questão de pátria e nação. Um amigo nosso dá aula de Esperanto e falamos com ele que queríamos um nome que falasse de desesperança ou sem esperança, e ele falou que em Esperanto, seria Malespero. A gente deixou esse nome e com as músicas em português, cantar em Esperanto iria ficar muito difícil.

Quando vocês gravaram a demo “Obscure Crust Punk”?
Fominha: Na verdade a gente sempre passou as músicas no violão. Quando fomos pro primeiro ensaio tínhamos duas músicas pré-prontas. Começamos a ensaiar com o Bem Bem, mas ele parou de vir ensaiar, porque mudou para outro estado. O Felipe veio e depois parou. Daí ficou ensaiando eu, Chegado e Graziano, de trio, um tempo. Daí a gente continuou compondo e fazendo os esquemas tudo. Depois disso, a gente chamou o Alexandre “Boyzinho”, né véio?
Chegado: É… a gente chamou o Alexandre “Boyzinho”, ele tocava no Distrocer e tinha outras bandas também. Era um cara da cena mais metal e a gente desde o começo queria que a banda soasse uma parada meio crust, um lance meio arrastado, com as influências que a gente tem de Axegrinder, Hellshock, só que a gente não sabia tocar, a gente veio de um negócio que eram três acordes. E aí a gente pensou, vamos chamar alguém do metal e tal, só que tinha essa preocupação de fazer o cara entender que o lance era um rolê punk. Como o cara era nosso brother, amigão, tocou em banda punk, ele somou muito e deu um pique legal pra banda.

Ele somou musicalmente ou ideologicamente?
Chegado: Acho que os dois né? Porque o cara também compunha. Apesar das músicas serem compostas por mim, mas ele tinha uma visão musical muito boa e não tinha a parada do glamour, chegava e topava tudo. Então a gente gravou, ele entrou para fazer o vocal, a gente gravou a demo, com ele no vocal.

E daí em diante vocês já começaram a fazer shows?
Chegado: O primeiro som foi no “Aki não existe Natal”, em 2008 e tocamos como trio. Eu, Fominha e Graziano.
Fominha: E o Chegado fazendo o vocal e tocando bateria. Isso é muito doido, a gente não fez muitos shows até 2014. A gente deve ter tocado por umas quatro ou cinco vezes (risos).

Mas por falta de tempo ou espaço?
Fominha: Por falta de integrante mesmo (risos).
Chegado: A gente tentava fazer aquele esquema: como banda local dar suporte para as bandas que a gente trazia, né? Então se fossemos trazer duas bandas, a gente revezava nesse rolê e no outro som, as bandas locais que não tinham tocado no anterior, tocavam. A gente tentava fazer dessa forma, mas esse lance dos integrantes foi uma tortura pra gente sim. Era difícil contar. O que aconteceu muito foi o seguinte: temos composições que nem foram ensaiadas ainda, porque cada integrante que entrava a gente tinha que passar tudo de novo e quando ele pegava e começava a tocar, ele saía e daí a gente tinha que pegar outra pessoa, e aí, em vez de fazer música, a gente tinha que pegar e ensaiar tudo de novo e isso impossibilitou muita coisa.

E aí teve um período que o Chegado tocou baixo, foi pra tentar manter uma formação?
Fominha: Ensaiamos um ano e meio com essa formação, sem show. Porque o Chegado encheu o saco de tocar bateria. Depois que o Alexandre entrou, o Graziano saiu e o Alexandre pegou o baixo, ficou fazendo vocal e baixo. Tocamos algumas vezes com essa formação. Ensaiamos um ano e meio com essa formação, sem show. Porque o Chegado encheu o saco de tocar bateria. Depois que o Alexandre entrou, o Graziano saiu e o Alexandre pegou o baixo, ficou fazendo vocal e baixo. Tocamos algumas vezes com essa formação. Depois o Jean entrou na banda (morando em São João Del Rey), fazendo guitarra e o Rossine, fazendo bateria. Daí, ensaiamos para caramba, mas não saía nada, então os dois saíram da banda, por problemas pessoais.
Chegado: Ele fazia o baixo, eu e ele fazíamos o vocal, a gente dividia.
Fominha: Depois disso o Alexandre saiu e ficamos um tempo parados. Daí eu falei: não vamos ficar parados não, vamos tocar nós dois. Daí o primeiro show que fizemos foi no Bar do Mendola.

E como foi esse show?
Chegado: Fizemos o primeiro festival chamado “Ruídos Extremos”, que agora está na 16ª edição, no Bar do Mendola, em homenagem ao Jean – um amigo que estava de mudança. Só morro abaixo, só ficou nós dois. Mas antes do Alexandre “Boyzinho” sair, a gente chegou a gravar três músicas, em 2010, com uma qualidade um pouquinho melhor. Uma delas saiu na coletânea “50 tons de ódio”, produzida pelo Nenê Altro e as outras duas são regravações da demo, só que com uma qualidade melhorzinha. Hoje a gente fica falando que demorou esse tempo todo para a gente chegar ao tipo de som, não é questão de ser bom ou ruim, mas é o som que a gente queria fazer desde o início, mas a gente não conseguia fazer. A gente não sabia tocar, instrumento ruim, não tinha muita experiência, querendo ou não, é diferente. Eu curto pra caramba punk rock, mas pra fazer o som que queríamos, é preciso ter cuidado, ter duas guitarras.
Fominha: Enfim, depois que eles saíram, entrou o Frango que é um amigo nosso, de longa data. Ele sempre quis entrar na banda, com a entrada dele a banda deu um salto, até que ele resolveu sair e a gente já estava pensando no Rafael e ele estava parado, a gente estava namorando o cara para poder chamar e ele entrou. Aí pouco tempo depois a gente estava com a ideia de colocar outra guitarra e tinha o Walley, que tocava no Aura e ele sempre falava com a gente que queria tocar, de colocarmos duas guitarras. Aí colocamos ele e aí sim!
Chegado: A gente começou com duas guitarras e vimos, é isso mesmo! A gente começou a tocar mais. Porque até ali, a gente tocava em Itaúna, Conselheiro Lafaiete… Com esse lance das duas guitarras, a gente falou: é isso, se vai ficar ou não vai ficar, mas é desse jeito.

E essa é a formação atual?
Chegado: Não. Nós tocamos com  Rovsvett em 2016,em Belo Horizonte, mas, logo depois desse show, o Walley resolveu se dedicar a outras coisas e saiu da banda. Depois disso ficamos ensaiando como trio e aí nós conhecemos o Dehön, que tocava na “Valley of Suicide”, e convidamos ele para entrar. A formação atual conta comigo, Fominha, Dehön e começamos a ensaiar com um novo baixista.

Existem pessoas que vão aos shows para ver a banda e depois vão embora, outras compram materiais e trocam ideia com os integrantes. Para vocês, em relação a show, como funciona essa dinâmica?
Chegado: Tem isso que você falou e tem as bandas que chegam na hora de tocar, tocam, pega os “trem” e vão embora, sacou? Como a gente está nessa aí também. Porque a Malespero surgiu dentro de um contexto que envolvia um Coletivo. A gente já sabia como lidar com isso e o que a gente queria: organizar evento, trazer banda, fazer gig e possibilitar “n” coisas junto da galera, então por estarmos tocando e fazendo ao mesmo tempo, mesmo quando a gente não tocava, estava junto a todo momento. Enfim, é sem sentido, meio chato esse negócio. Não é porque a banda tem um ou dez anos, gravou sei lá quantos discos, deu rolê não sei onde, a raiz da parada, o espírito da parada tem que continuar sendo o mesmo. Não é porque agora tenho isso, porque eu fiz isso, que vai ser diferente. A gente sai pra tocar, a gente não tem dessa, o que tiver é isso mesmo, não exigimos muita coisa. Tem que ter o mínimo de coisas e o bom senso, respeito… A gente entende que cada situação, cada rolê, cada galera, tem um nível diferente de experiência para fazer. Pra gente não é chegar plugar as coisas e tocar, é tentar fazer junto. Essa que é a grande parada, a possibilidade de fazer e experimentar junto.

Falem um pouco do Coletivo, porque na verdade as histórias da banda e do Coletivo Pulso caminham juntas, não é mesmo?
Fominha: No início eu não participava muito. Ia lá ajudava em uma coisa ou outra. Eu sentia a necessidade de participar. A ideia do Coletivo surgiu em 2006, dentro de uma outra coisa que era o projeto “Rock no Subúrbio”, né Chegado?
Chegado: Já estavam rolando coisas, bandas, desde o final dos anos 1990. Mas em 2004 e 2005 começou a se fazer uma conexão mais assídua com bandas da galera que a gente gostava, mesmo. Rolou a Garotos Podres em 1998, Cólera em 2000, mas fortaleceu com a Ação Direta e a Sociedade Armada, que foi a ideia de fazer o “Unidos Pelo Hardcore”. Daí a gente começou a falar que dava pra fazer, mas pra fazer isso era melhor a gente fazer algo mais coletivo, mais junto. E então conversamos de fazer um coletivo da galera contracultural que iria envolver arte em geral. Pensamos em como fazer, precisávamos de estrutura e colocamos todas essas pautas. Escrevemos um projeto para o lei de incentivo à cultura, o “Rock no Subúrbio”, ele foi aprovado, mas não conseguimos captar o recurso na época, a gente era bem inexperiente para essas coisas. Mas com isso a gente viu que com todo mundo junto, facilitava. Quando a gente começou a fazer som, fazíamos em salões comunitários e locais mais distantes, nas quebradas. A gente trouxe bastante bandas, tinham muitas tocando na cidade. Fazíamos o som e tinha ônibus de graça para levar e buscar a galera, era meio surreal. Nesses eventos a gente cobrava 1Kg de alimento, passava para a instituição do lugar ou alguma outra. Teve evento para ajudar a pagar conta de água de lugar que estava fudido, para reativar salões onde funcionavam creches.
Fizemos reuniões em lugares abertos, praças, teatros. Até chegar nos dias de hoje, foram 11 anos de muita coisa legal, muito conflito também que é inerente, mas que não devemos ficar desmotivados, porque muita gente saiu, mas outras entraram. Hoje se a gente for pensar, em termo de estrutura, de possibilitar coisas, acho que é o melhor momento. Ter uma casa desta para poder fazer é uma parada que no começo a gente não pensou que poderia dar certo. A gente teve experiência de ocupar casa, de ocupar espaço para morar e fazer coisas, parte da galera foi desenvolvendo do jeito que dava e enfim, é estranho pensar nisso, porque hoje a gente tem a estrutura, mas temos menos bandas e menos galera para se envolver.

O que acontece de fato no Coletivo hoje?
Chegado: Não sei. Acho que é um lance que não é só aqui. Culturalmente falando é complicado. Aqui na casa coloquei um lance de prática de bateria, para quem quiser, dá para aprender a tocar, montar sua banda, ensaiar e gravar aqui, a gente tem estrutura para fazer tudo. Mas a identificação com esse tipo de cultura que eu vejo que é um negócio que está meio difícil, ao menos onde a gente está. Porque a galera tá a fim de sair para ver banda cover tocar, sacou? É outro rolê. Aparecem algumas pessoas, mas em vista do que era, é complicado. A gente tem um CD coletânea que eram 6 bandas, que saiu em 2005. Hoje não tem duas ou três bandas. Mas acho que assim, as propostas mudam conforme o tempo. A gente tem o espaço e a gente vê que o rolê para mim é 10% do que a gente quer fazer aqui na casa, mas mesmo sendo 10% a gente já viu o quanto que é legal estar num espaço, que é uma quebrada, trocando com uma galera que não é do rolê. Porque eu brochei também, de ficar esperando demais que a galera do rolê faça alguma coisa. Tem muita gente que é senso comum e tal, mas que na prática entende muito mais e sem ficar lendo Bakunin, Malatesta, conseguem enxergar as coisas. É muito mais real, do que ficar insistindo com uma galera que quer ficar só com ego e tem muita gente mais simples, que quer construir coisas juntas. Pode ser 10% mas é muito mais satisfatório.

Voltando à banda, vocês estão para lançar um split…
Chegado: será? (risos)
Fominha: Se for possível né?

E sair em uma mini-turnê por São Paulo para poder divulgar…
Fominha: E depois vai ser uma tour no interior de Minas.
Chegado: Pelo resto do mês de Setembro.

Mas como que está a produção deste material?
Fominha: Até então ele está na fábrica. O que tinha que dar errado já deu. Se o cara da fábrica não entrou em contato com a gente, quer dizer que está dando certo (risos).

Como surgiu a ideia de fazer o split?
Fominha: Na verdade a gente não tem material. Quase 10 anos de banda, a gente tem essa demo que vou falar a verdade, é massa como registro, mas sonoramente é uma bosta, eu odeio aquela demo. Eu não sabia tocar guitarra, no dia da gravação a gente começou a tocar e vimos que estávamos tocando errado, até por não ter equipamento adequado para ensaiar.
Chegado: Legal é que a gente gravou e ficou tosca. Mas a gente fez um negócio mais legalzinho, em termo de material físico, com material reciclado, silkado. Pelo menos para falar assim: se o som é uma bosta, pelo menos a embalagem era de luxo (risos).
Fominha: A gente sempre se sentiu meio frustrado de não ter um material que mostrasse certo profissionalismo e já estávamos com a ideia de fazer, enfim chegou num ponto em que estava exigindo a gente ter um material. Aí o pessoal do Nuclear Blood estava no processo de gravar e falamos: vamos colar nós dois e vamos fazer.
Chegado: Na verdade somos amigos de longa data, o baixista foi o primeiro vocalista da Malespero. Quando a gente pensou nesse negócio de gravar, a gente tinha esse problema da formação, que não tinha uma constância, que se você for ver o processo de gravação, começou a ideia com uma formação, agora já não é a mesma e antes de lançar o CD já será outra formação. Mas a gente pensava: Beleza! A gente tem que fazer, onde vamos fazer, que produção a gente vai fazer disso, aí volta toda aquela história. Hoje a gente tem aqui espaço de show, espaço de ensaio, que é uma das propostas da casa e assim, conversando com a galera, a gente viu que a gente tinha que fazer um negócio real, com o que a gente tem . Eu não vou ficar pagando R$300 pra gravar uma música, estou falando da nossa parte, porque vai ficar insustentável. Vamos pegar o que a gente tem e tentar fazer com a qualidade do que pode ser feito. A gente começou a gravar lá no Jean, que é o estúdio de um amigão nosso, a gente já viu que dava para ficar excelente, mas ele estava com problemas pessoais e não estava com tempo para gravar a gente, aí gravamos a bateria aqui na casa. O cara que entrou para tocar guitarra depois do Walley, o Dehön é um moleque novo, super inspirado, tem 18 anos, tem uma banda de Black Metal. Ele gravou as cordas e os vocais na casa dele, entendeu a proposta da banda. Então a gente fez tudo assim, meio cooperativo. Não só a gravação, mas também dos 13 selos que entraram. Pensar nisso também é um negócio legal. Não é tipo assim: Ah então beleza, vou gravar um disco. Vou ao banco, pegar um empréstimo de R$5.000,00, gravar as músicas, fazer mil CD’s, pagar ele e ficar com os CD’s. Não é isso.
Fominha: Até chegar nisso, foi noite sem dormir, briga, arranca rabo… Da próxima vez eu prefiro fazer um empréstimo (risos).
Chegado: Eu prefiro assaltar um banco, explodir um caixa (risos).
Fominha: A gente não deu o sangue, mano. A gente deu a vida pra isso aí sair. Quando a gente viu as músicas e depois viu a capa, eu não consigo explicar a satisfação que eu tive. Eu fiquei emocionado, saca? Porque eu vi a coisa que eu e o Chegado, esses dois retardados, estamos insistindo há “milianos”.
Chegado: E para isso sair, o que nós fizemos? Marcamos esse rolê em setembro, marcamos as datas e falamos: até essa data o CD tem que estar pronto.

Quais são os selos que vão lançar o Split?
Songs for Satan (Belo Horizonte/MG), DNR – Depressive Noise Records (Sâo João Del Rey/MG), No Future Distro (Divinópolis/MG),  Permanente Rebeldia (São Paulo/SP), Rapadura Records (São João Del Rei-MG), Ediciones y reediciones Punk Y Anarkia (Argentina), Crust or Die – Collective, Distro & Label (Bahia), Resistência Bestial (São Paulo/SP), Manaós Distro (Manaus/AM), Victha Acthiva (Belo Horizonte/MG), Basura Existencia (Chile), Selo Distro Coletivo Tortura Hardcore Produções (Três Corações/MG) e Produções Marginais (Ouro Preto/MG).

Como foi a ideia da arte da capa?
Chegado: O Junior Cruz que fez a arte. Ele conhece a gente há um tempo, de ver a gente tocando. Então assim, levou um tempo. Dizemos com quem seria o split, mandamos as letras e o cara já sabe do nosso rolê, ele é do rolê. Deixamos ele sugerir e pra gente foi muito mais legal ter uma arte que não tem um estigma de metal, etc… Acho que deu muito certo, porque é pesado pra caramba, tem colagens, etc…

O Nuclear Blood vai com vocês na tour?
Chegado: Não, vai só a gente e o Bem Bem, que é do Nuclear Blood e agora entrou para a Malespero. Nós vamos fazer shows nos dias 07, 08, 09 e 10/09 e no dia 11 de setembro a gente vai gravar duas músicas com o Renato, lá no Caffeine (estúdio). Tem a ideia de sair o split EP em vinil, vamos ver se a galera vai responder.

O split Ep vai ser feito na “gringa”?
Chegado: Então, uma coisa de cada vez. Mas com essa ideia de dar um rolê na Europa ano que vem, a ideia é pegar isso lá. Gravar agora, já começar a entrar em contato com selo, porque é só pra setembro do ano que vem.

Então os planos para o futuro são gravar isso e ir pra Europa ano que vem? Mas nesse meio tempo vocês tem que tocar em outros estados brasileiros, não?
Fominha: Sim, sim. Esse lance da Europa foi engraçado. A gente brincou um dia, que seria interessante ir, a gente desceria em tal lugar, entraria em contato com fulano. Daí surgiu o assunto de Portugal que a galera sempre fala que rolam sons. Na mesma noite o Chegado recebe uma mensagem de um cara de Portugal, querendo saber lance de som, saca? De distro e tudo mais… Nesses anos de corre, do Coletivo, a gente tem feito contato no mundo inteiro. E as pessoas já começaram a fazer planejamento para receber a gente lá, arrumar datas. Algumas coisas já estão bem adiantadas, é só juntar dinheiro e ir.
Chegado: A nossa dificuldade de tocar pelo Brasil é transporte. Estamos recuperando um carro, com o qual eu já rodei pela América Latina com a outra banda em que tocava, a Declínio Social, e o carro está na oficina. A ideia é fazer o rolê por outros estados de carro.

Para conhecer mais sobre a banda, clique aqui!

 

Malespero é:
Chegado – Bateria e Vocal
Fominha – Guitarra e Vocal
Dehön – Guitarra/baixo/vocal

 

Confira as datas e os flyers da mini-turnê por São Paulo:
07/09 – Bar do Juca – Mogi Mirim @ SP + infos clique aqui
08/09 – Centro Cultural Zapata – Centro @ SP + infos clique aqui
09/09 – Santo André @ SP + infos clique aqui
10/09 – Vila Carrão @ SP 

Deise Santos

Carioca, jornalista, produtora cultural, baixista e guia de turismo.
Deise Santos é apaixonada por música – principalmente rock e suas vertentes -, literatura, fotografia, cinema, além de colecionadora – contida – de vinis.
Pé no chão e cabeça nas nuvens definem a inquietude de quem está sempre querendo viajar, conhecer pessoas e culturas diferentes.
Idealizadora do Revoluta desde seus ensaios com zines, blogs e informativos, a jornalista tem como característica a persistência em projetos que resolve abraçar.

One thought on “Malespero: quase uma década de desesperança com levadas crust/d-beat

  1. Parabéns, galera! Que história bacana vocês vem construindo. Adorei a entrevista, tem honestidade, paixão! Sucesso!!!

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