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Plastic Fire comemora três anos de carreira

Até outro dia não passavam de garotos. Jovens que liam sobre turnês e discos de suas bandas preferidas até que três anos atrás se inicia a história. Primeiramente com duas guitarras e agora numa versão mais enxuta e agressiva, o Plastic Fire, banda carioca que além de lançar seus discos e organizar shows na cidade, vem percorrendo o país promovendo seu primeiro registro chamado “E.XISTÊNCIA P.ARCIAL” que esbanja na sua contra-capa um símbolo do empreendorismo da banda: os oito selos que lançam o disco!
Você já havia ouvido falar de uma banda brasileira que tenha sido lançada por um selo peruano? Nem eu, antes de conhecer o trabalho desse grupo, que se auto-intitula: “Cota racial invertida”.
Confira esse rápido bate-bola feito com o guitarrista, Daniel Avelar sobre os três anos de muita inquietação do Plastic Fire e entenda o lance da cota através das fotos.

Por Mauro Pimentel
Fotos por Mauro Pimentel

1 – Conte um pouco do início do grupo. Como se encontraram? O que os fez se unir?
Primeiramente, três dos integrantes da primeira formação estudavam juntos e moravam (moramos ainda) perto um do outro junto do fato de nos encontrarmos diariamente para ouvir música, tocar um violão e beber uma cachaça. Essas coisas de rockeiro jovem sabe? A partir daí montamos o PF no intuito de tocar o que a gente gostava de ouvir. A união veio da amizade que ainda funciona como uma “filosofia”, um pré-requisito para integrar a banda até hoje.

2 – Vocês tiveram seu disco lançado em diferentes lugares, incluindo outros países. O contato, é claro, foi feito através da Internet. A ferramenta é utilizada por todos mas como fazer um bom uso da mesma?
Nosso CD está sendo lançado no Peru, Argentina e Portugal. Para conseguirmos os selos de fora do Brasil foi tudo pelo MySpace, entrando toda hora, mandando vários mensagens as quais aguardávamos ansiosamente as respostas.  O processo é bem chato mas vale apena. Falando nisso estamos para sair em mais duas coletâneas, uma no Peru (JONDOGO REC.) e outra na Argentina (SAP PUNK).

3 – Qual a maior roubada e a viagem inesquecível?
Roubada fora do estado ainda não teve não. Felizmente todos os shows pelo sudeste até agora foram legais com destaque para o do festival em Uberlândia, que tinha casa cheia e no qual conseguimos nossa primeira grande ajuda financeira, a qual auxiliou na viagem para os shows de São Paulo. O último show em Vitória (ES), em Abril ou Março desse ano, foi ótimo devido ao fato de reencontrarmos amigos que estavam na primeira passagem da banda pelo estado em meados de 2007. Em São Paulo tivemos a honra de ver o Rodrigo (Dead Fish) em um show ”nosso” junto dos amigos do AURIA(ES) e PRELUDIO(SP).

4 – Através da alcunha CHC Produções, vocês do PF vem fazendo shows em diferentes lugares do Rio de Janeiro. Como é estar do outro lado “da força”, ser o produtor do show? Ainda temos oportunistas que se intitulam “produtores culturais” pela cidade? E o bons exemplos? Poucos, muitos? Se puderem citem.
Particularmente acho bem legal produzir um show. Todo o processo desde de fechar o local para e/ou descobrir um novo local, chamar as bandas sejam cariocas ou de fora do estado ou municipio, fazer flyer, divulgar massimvente pela Internet e nas ruas através das filipetas (que ainda ajudam muito). Todo o processo traz um trabalho pesado mas que nos enche orgulho. Adoramos fazer isso!
Prefiro pegar meu dinheiro e fazer um evento. Infelizmente ainda acontece muito na cidade organizadores que obrigam os grupos a fazer venda ingresso, que é o mesmo que pagar para tocar.
Uma boa galera vem tentando reverter essa cultura nociva, agitando bons e honesto eventos. Posso citar o Vivenciar, Halé, Cervical, Frontal, Nuestro Sangre, Uzomi, Pés Descalços, a banda Os Estudantes e o falecido Ataque Periférico que sem dúvida é a banda na qual mais espelhei-me para fazer os corres da CHC.

5 – Contem sobre o processo de gravação do disco.
Processo bem desgastante, desde a gravação da bateria, passando por guitarras, baixo e voz. Apesar de sempre sentir que ”poderia ser melhor” ou ”que poderia mudar aqui ou ali”, foi o que conseguimos realizar na época, talvez se entrássemos no estúdio hoje ,as musicas estariam diferentes mas estamos felizes com o resultando e isso que realmente importa.

6 – O show de lançamento do disco é o último da atual formação, a
mesma que gravou o álbum, Como a banda lidou com essa repentina saída do baterista Erick Ligneu? Já tem como adiantar alguma informação sobre o novo nome para as baquetas?

Foi um choque. Após conversarmos tivemos que aceitar que não seria possível contar mais com o Erick. Pensei em dar um tempo com a banda mas não tenho direito de fazer isso pois ainda restariam duas pessoas que gostam tanto da banda quanto eu.
As duas semanas que sucederam a conversar com o Erick foram bem delicadas. Pensamos e conversamos muito. Chegamos a ficar bem desanimados pois só no mês de Junho desmarcamos quatro ou cinco apresentações o que dez interromper uma boa rotina de shows, que vinhamos imprimindo. É muito chato mas respeitamos a opinião dele e procuramos entender que não seria mais possível continuar como estava. Já fizemos testes com dois amigos. Tenho fé que em duas semanas estaremos anunciando o novo baterista.

7 – Agradeço pelo rápido bate-papo e fica aberto o espaço para banda:
Obrigado Mauro pelo espaço e continuem com o bom trabalho na Revoluta!

Para saber mais sobre a banda:
E-mail para contato:
bandaplasticfire@gmail.com
parmameister@gmail.com (Daniel)
Músicas: www.myspace.com/plasticfire
Fotos e agenda: www.fotolog.com/plasticfire
Telefone: +55 21 86944869

 

Deise Santos

Carioca, jornalista, produtora cultural, baixista e guia de turismo.
Deise Santos é apaixonada por música – principalmente rock e suas vertentes -, literatura, fotografia, cinema, além de colecionadora – contida – de vinis.
Pé no chão e cabeça nas nuvens definem a inquietude de quem está sempre querendo viajar, conhecer pessoas e culturas diferentes.
Idealizadora do Revoluta desde seus ensaios com zines, blogs e informativos, a jornalista tem como característica a persistência em projetos que resolve abraçar.

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