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Papo reto com Ola, baixista da banda Massgrav

Em uma conversa rápida por email, o baixista e vocalista da banda sueca Massgrav, Ola, respondeu a algumas perguntas para o Revoluta.com, onde fala da formação da banda, confessa que não é frequentador assíduo da cena local e fala sobre as expectativas de tocar em Macaé, no sábado dia 19 de janeiro, nessa que será a única apresentação na América do Sul.  Vamos ao bate-papo.

Por Deise Santos

Como e quando a Massgrav começou?
A banda foi iniciada em 1996 por mim e Norse após nos conhecermos na escola e percebemos que queríamos tocar mais rápido e mais agressivo do que qualquer banda que tínhamos visto anteriormente.
Depois que dispensamos o primeiro baterista por conta dos seus problemas com abuso de substâncias não fizemos muito durante uns dois anos, até que nos mudamos para para Estocolmo e encontramos um novo baterista.
Problemas  com baterista tem sido uma coisa recorrente para nós, agora estamos com o nosso quinto e esperamos que último baterista, Fenok.

Quem escreve as letras e sobre o que elas tratam?
Eu e Norse escrevemos todas as letras e embora escrevamos sobre uma grande variedade de assuntos, há alguns assuntos que sempre aparecem, como a situação política sueca e a relação trabalhista entre patrões e empregados. Mas basicamente tudo o que nos deixam “putos”.

Quem é quem na Massgrav?
Norse: Guitarra e vocal
Ola: Baixo e vocal
Fenok: bateria

O que significa o nome da banda?
O nome da banda vem da palavra massgrave que significa um bando de pessoas enterradas em conjunto.

Quais são as influências da banda?
Basicamente todos temos influências diferentes, mas as principais seriam bandas suecas antigos como Mob 47 e mais novas como Krigshot,  mas também muitas bandas punk e de power violence de outros países, como por exemplo Hellnation e normalmente citamos Ramones também.

Como é a cena musical da Suécia atualmente?
Muito boa, eu diria. Muitas bandas, alguns lugares decentes para tocar, algumas pequenas coisas acontecendo e material sendo lançado. Às vezes sinto que a cena está velha, eu na vejo um monte de bandas de jovens surgindo, mas talvez porque não esteja dentro da cena constantemente, não somos exatamente os maiores frequentadores da cena.

Porque vocês escolheram Macaé com a única cidade do Brasil para tocarem?
Ouvimos dizer que é onde todo o dinheiro está. Com o petróleo e tudo isso. Achávamos que seria uma boa tentativa.

O que vocês conhecem da cultura brasileira?
Uhm… não muito. Eu estive lendo um pouco sobre o Brasil nos últimos tempos, por razões óbvias, mas geralmente fica realmente estúpido quando se tenta descrever aquilo que um grupo amplo como “todos” em um (enorme) país. Até agora, quase tudo que eu li, me soou muito bom, espero que tenhamos bons momentos. Esperamos ver tanto quanto possível em Macaé embora seja um pouco longe de São Paulo e Rio.

Quais as bandas brasileiras vocês conhecem e escutam?
A única banda que eu pessoalmente escutei do Brasil foi a Merda. Os outros, que escutam mais metal, conhecem Sepultura e Sarcófago.

Qual a expectativa de vocês para o show em Macaé?
Não temos ideia se irão cinco ou quinhentas pessoas sabem sobre nós e escutaram nosso som, é difícil ter muitas expectativas, mas esperamos fazer um ótimo show.
Eu acho que deve ter uma grande variedade de bandas  para todos os gostos.
Fora isso, esperamos que o público agitem como lunáticos. Isso é tudo!
Sobre a viagem, esperamos ver e aprender sobre seu país, pois eu não teria como visitar se não tivesse recebido o convite para vir com a banda, então estamos muito excitados  com isso tudo.

Deixe uma mensagem para o público brasileiro:
Hey pessoal. Essa é a única chance na vida de ver a Massgrav na América do Sul, então se você puder, vá a Macaé e nós vamos nos divertir juntos, ok?
Veremos vocês lá! Eu sou o cara com a barba, venham dizer olá!
Cheers!!!

 

Deise Santos

Carioca, jornalista, produtora cultural, baixista e guia de turismo.
Deise Santos é apaixonada por música – principalmente rock e suas vertentes -, literatura, fotografia, cinema, além de colecionadora – contida – de vinis.
Pé no chão e cabeça nas nuvens definem a inquietude de quem está sempre querendo viajar, conhecer pessoas e culturas diferentes.
Idealizadora do Revoluta desde seus ensaios com zines, blogs e informativos, a jornalista tem como característica a persistência em projetos que resolve abraçar.

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