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Dr. Living Dead: tóxico e contagiante

Caveiras com bandanas, caixas com símbolos radioativos no palco e um médico mal, muito mal.  Misture tudo isso e tenha como resultado uma das bandas que virou referência do crossover europeu. Com cerca de 5 anos de estrada, Dr. Living Dead bebeu na fonte do metal, a Suécia e além disso tem como referências bandas importantes do cenário mundial como Suicidal Tendencies e Slayer. Às vésperas da Death Fucking Tour, turnê da banda pelo Brasil, que passará pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Joinville, Brasília e Goiânia, o vocalista Dr. Ape contou a história da banda e se revelou um amante incondicional do metal.

Por Deise Santos
Fotos de divulgação

01 – Quando e como a banda começou?
Dr. Ape: Drº Living Dead começou como um projeto muito engraçado há uns 5 anos, mais ou menos, eu não me lembro . Eu e o Dr. Toxic que começamos com a banda. Basicamente estávamos entediados de ouvir música ruim e queríamos tocar músicas que não eram mais tocada. Há muitas bandas fora daqui, mas realmente eu não conheço nenhuma que misture Anthrax, Slayer and Suicidal ao mesmo tempo. Então basicamente fizemos isso para ficarmos felizes.

02 – como os integrantes da banda se conheceram?
Dr. Ape: Dr.toxic e eu somos amigos desde que éramos pequenos. Portanto, temos uma longa história de show do Slayer e assim por diante ….. Tocamos juntos por muito tempo e somos bons amigos… Nosso baixista surgiu quando a banda começou. Fizemos como um monte de bandas faz, colocamos anúncios em lojas de música dizendo que estávamos procurando um baixista, foi difícil escolher o cara certo, mas finalmente conseguimos. O nosso primeiro baterista foi encontrado da mesma forma, colocamos flyers em lojas de música e outro baterista do mesmo jeito.

03 – Como foi a escolha do nome?
Dr. Ape: O nome da banda é uma história engraçada. Eu falei em ter o personagem mais malvado do universo. O mais mal do mais mal dos vilões… Então doutor é o nome da banda ou você pode dizer que somos os escravos do thrash (thrashslaves) do médico mal, algo como o Eddie no Iron Maiden, mas com uma história atrás dele, uma longa história (risos).
O médico é a prova viva dos mortos vivos …. Ele tem mais resíduos tóxicos no sangue do que qualquer planta tóxica no mundo.

04 – o uso de máscaras faz parte dessa brincadeira também ou é uma forma de preservarem suas identidades verdadeiras? Algo como super-heróis às avessas?
Dr. Ape: Não realmente, a máscara com bandanas e tudo é realmente uma grande homenagem à cena de Venice na década de 80 ….. Você sabe, Suicidal, No Mercy, Evol, Beowulf etc . Se você olhar para todos os antigos artworks, você vê esqueletos com bandanas e pensamos que seria uma coisa muito legal a fazer, é como uma homenagem.

05- Nos últimos anos vem surgindo muitas bandas com influências do crossover dos anos 80, vocês enxergam isso muito mais como um tributo ou assim como outras manifestações culturais vocês acham que música tem um ciclo e a volta do crossover é vista como parte disso?
Dr. Ape: A máscara é uma homenagem visual … Bem, você poderia dizer que a música é uma homenagem também. Mas, para ser honesto eu acho que essa é a única maneira de tocar metal ou é a única forma de realmente se divertir. Eu não sei sobre as outras bandas, mas para nós isso é realmente do fundo do coração. Não somos um revival anos 80, retrô, banda tributo ou algo assim. Conheço um monte de gravadoras e revistas aqui na Europa e nos E.U.A. gosta de chamar as coisas de anos 80.
Eles promovem uma série de banda como se fossem algo a partir da década de 80, mas eu acho que essa música nunca foi embora, ela sempre esteve lá.
Crossover e thrash nunca foram embora. Eu não parei de ouvir Slayer & Suicidal, só porque Nirvana e Korn foram a grande coisa na década de 90 …. Thrash é thrash é e será sempre aqui.
Acho triste que as suas tendências vêm e vão …… Espero que isto vá durar para sempre …. Acho que metal em geral é aqui, agora para ficar para sempre

06 – Você diz que não parou de ouvir Slayer e Suicidal, mas da década de 80 para cá, você e os outros integrantes ouviram outras bandas e sonoridades?
Dr. Ape: Sim, eu ouço um monte de outras coisas, mas o principal é metal. Eu acho que 90% da música que entra nos meus ouvidos nessa vida é Maiden, Maiden Maiden Maiden.

07 – Os outros integrantes também?

Dr. Ape: Eu acho que eu e o nosso baixista (Dr. Rad) somos maiden maníacos. Eu acho que ele é mais maluco pelo Maiden. Todos os integrantes são da velha escola do death metal também.
Principalmente bandas suecas da velha escola do Death Metal. Eu amo Dismember e Entombed.

08 – Como é a cena na Suécia? Tem aparecido muitas bandas novas por aí?
Dr. Ape: Bem, para ser honesto, eu não conheço muitas bandas novas. Eu gosto um pouco. Undergång, são nossos amigos, Undergång é muito divertida ao vivo, eles tem a melhor atuação ao vivo na Suécia. Shows loooooucos e In Solitude é uma grande banda de heavy metal da Suécia, Confiram.

09 – Muita gente considera a Suécia o berço das melhores bandas de metal do mundo. Como você explica um local como este, que deu origem a tantas bandas, estar com uma cena tão devagar?
Dr. Ape: Eu sei que há um monte de grandes bandas da Suécia, talvez só eu acho que a maioria das bandas são entediantes… Eu não posso falar por outras bandas, mas se você olhar para todas as grandes bandas daqui você pode ver que a maioria delas raramente tocam na Suécia, mas a maior parte toca fora da Suécia.
Existe um pequeno número de pessoas que são verdadeiras, que gostam e se diverte… Eu não sei , eu não tenho uma boa resposta para isso.
Uma coisa positiva é que está chegando agora uma nova geração, eles são inteligentes o suficiente para não ouvir música ruim.

10 – Quais as expectativas de vocês para a turnê pelo Brasil?
Dr. Ape: Acho que posso falar por todos os integrantes da banda. Nós vamos nos divertir! Ouvi dizer que o público é muito louco. Bom, eu vi alguns vídeos na internet. Nós amamos o Brasil.

11 – O que você sabe sobre o Brasil? E quais bandas você conhece?
Dr. Ape: Eu cresci ouvindo Sepultura…. Sepultura chamou minha atenção para o Brasil. Violator. Eu me lembro que ouvi Violator alguns anos atrás e pensei comigo mesmo WOW!!! Das novas bandas, a que eu realmente gosto é Bandanos e gosto muito de Hate Your Fate, é muito muito boa. Hate Your Fate atualmente é a minha banda nova favorita.

12- Como você vê a internet como ferramenta de divulgação das bandas?
Dr. Ape: Internet é realmente ótima. Eu acho que nunca teria ouvido muitas bandas se não fosse a internet. Eu acho que o Brasil não conheceria a Doctor se não fosse a internet.

13 – Você falou sobre o visual ser um tributo. Se vocês fossem convidados a fazer um CD Tributo ao metal/crossover, quais músicas e bandas você escolheria?
Dr. Ape: Essa escolha é difícil… Eu não posso realmente escolher 10 bandas agora, mas se eu fosse gravar um cover de alguém seria definitivamente uma música do Slayer ou uma do Suicidal. Estamos planejando, talvez, gravar um cover no futuro, mas ainda não decidimos… Mas se você me perguntar, eu gostaria de tocar “Feel like shit deja-vu” do Suicidal ou “Chemical Warfare” do Slayer. Mas temos que manter em segredo até nós fazermos. Eu não sei sobre os outros caras da banda.

14 – Dr. Ape, muito obrigada e deixo o espaço aberto para você deixar um recado para o público brasileiro:
Dr. Ape: Minha mensagem é simples: stay cyco, coma milhões de batatas fritas tóxicas, ouçam Slayer, ouçam Maiden… e ouçam Doctor (risos). Digam a todos os seus amigos que o “Doutor” está chegando na sua cidade em julho. Nos vemos!

Dr. Living Dead é:
Dr. Ape – vocal
Dr. Toxic – guitarra
Dr. Rade – Baixo
Dr. Doink – Bateria

Confira as datas e locais dos shows no Brasil em:www.myspace.com/doctorlivingdead

Deise Santos

Carioca, jornalista, produtora cultural, baixista e guia de turismo.
Deise Santos é apaixonada por música – principalmente rock e suas vertentes -, literatura, fotografia, cinema, além de colecionadora – contida – de vinis.
Pé no chão e cabeça nas nuvens definem a inquietude de quem está sempre querendo viajar, conhecer pessoas e culturas diferentes.
Idealizadora do Revoluta desde seus ensaios com zines, blogs e informativos, a jornalista tem como característica a persistência em projetos que resolve abraçar.

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