
Tara Bipolar lançou o debut álbum da banda nas plataformas digitais no final do primeiro semestre.
E, nos primeiros acordes de “Cartaz” que abre o álbum, já dá pra sentir que o lance da banda é executar um punk rock 77, com algumas pitadas de street punk. A letra ácida denuncia um mundo capitalista e massacrante e dá o tom de que reflexão, protesto e assuntos polêmicos e necessários serão abordados no decorrer dos 23 minutos, divididos em 10 faixas.
O álbum homônimo vai sendo executado e a cada faixa tocada as influências sonoras vão surgindo… Tem Cólera, Stiff Little Fingers, 999 e The Clash, mas se engana quem pensa que isso tira a identidade sonora da Tara Bipolar.
Aliás, identidade e atitude não faltam à essa banda. Começando pelas porta-vozes: as mulheres comandam os vocais, dando às letras o tom certo de indignação, luta e decepção.
Cada música tem a entonação correta, para que a mensagem chegue ao seu ouvido sem dúvidas, nem duplo sentido.

Neste álbum a sonoridade ideal para pogar, típica do punk 77, vem acompanhada de muita crítica social, reflexo de um tempo onde impunidade e egoísmo tomam conta das relações sociais. Exemplo disso é a música “Questão de costume”, que fala sobre a normalização de situações condenáveis e dolorosas, como a violência contra a mulher.
O álbum foi gravado no final de 2019, mas as letras mostram que a banda profetizou os tempos que iríamos vivenciar dali pra frente.
Enfim, os 10 sons são mensagens urgentes e audição extremamente necessária.